terça-feira, 11 de outubro de 2005


foto: Geraldo Borges - alterada por Tom
"We all need somebody who will always run to and I will always be that one for you."
(Emma Bunton, Helene Muddiman, Mike Peden)

Éramos nós cinco. Sempre juntos, sob o sol ou sob o luar, jovens inconsequentes e alegres sempre a cantar, a paquerar, a nos divertirmos.

Éramos sempre nós juntos em todos os passeios. Os cinco naquele carro velho, sempre traçando nossas estratégias ao longo do caminho, trocando confidências, impressões, discutindo, brigando, fazendo as pazes. Éramos só nós cinco e aquele carro. Como irmãos.

De repente, nos vimos num enorme turbilhão. Tivemos muita sorte, os nossos sonhos mais íntimos tornaram-se realidade. Tudo aquilo pelo qual lutamos juntos por tanto tempo.

Mas a vida segue, mesmo após o primeiro sucesso, não segue? Logo o mundo começou a cobrar de nós, e nos vimos obrigados a crescer o mais rápido possível para não sermos engolidos por ele.

Mas, mesmo assim, estávamos juntos. Éramos nós cinco, sempre juntos, apesar de tudo.

Até o dia em que você sonhou mais alto... sim, você desenvolveu outros interesses na vida, realizou um sonho e precisou de mais um motivo para sonhar e batalhar, em vez de descansar nos louros da glória... você seguiu em frente, e não podia nos levar junto contigo, desta vez. Não éramos mais cinco...

Mas a vida segue, mesmo após as primeiras perdas, não? Logo o mundo começou a cobrar de nós, e nos vimos obrigados a nos tornar mais fortes, para não sermos engolidos por ele.

E não soubemos mais o que estava acontecendo conosco... tudo se passou muito rápido e nada mais era natural como no nosso começo... mas, ainda assim, éramos nós quatro e você, mesmo longe, a torcer por nós.

E o tempo fez a sua ação: passou. E levou consigo nossa inocência. Logo o mesmo desejo que lhe acometeu também nos apeteceu. Nos vimos crescidos e com as asas prontas e fortes. Mas não tínhamos a sua coragem de botar a cara para bater, não queríamos deixar aquele círculo tão forte ao qual nos prendemos para poder voar livremente, mas, ainda assim, tentamos, um a um.

O sabor da independência nos inebriou e assim, o grupo tão forte não nos pareceu mais interessante. Mas nenhum de nós teve coragem de admitir isso, e ainda cobrávamos uns dos outros mais atenção ao grupo, a atenção que nós mesmos não queríamos dar. Vieram as brigas, as intrigas, a separação.

Definitivamente, não éramos mais cinco ou quatro. Éramos apenas garotos covardes.

Hoje, não vejo sinais de que, um dia, poderemos sequer nos reencontrar todos e passar, pelo menos, algumas horas juntos. Definitivamente, aqueles cinco caras que saíam no carro velho não existem mais. Não é surpresa, nada dura para sempre. Mas eu esperava, do fundo do coração, que a amizade do grupão persistisse.

É um capítulo superado, página virada, a vida segue e tudo precisa mudar. Mas não poderemos negar nunca o quão próximos fomos... e eu sinto saudades destes tempos. Sincera e ardentemente.

Hoje, nos vemos muito distantes uns dos outros geograficamente. Nossas vidas tomaram os mais diferentes rumos. Mas sei que, no fundo, no fundo, ainda resta em nós um pouco daqueles caras. O carro? Não tenho nem idéia do que aconteceu com ele. Nada é eterno, tudo muda. Tudo precisa mudar.

Talvez seja uma grande besteira minha, mas este grande texto, esta grande carta é para dizer, antes que vocês a joguem fora, que eu sinto muito por tudo o que eu possa ter dito e feito que tenha magoado a todos vocês, e lhes perdôo pelo mesmo que possam ter feito a mim. Não somos crianças, não vale a pena guardar mágoas. Vale, sim, guardar os bons momentos que passamos juntos, vale a pena guardar na memória o fato de que, apesar de tudo, SOMOS AMIGOS.

Esta grande carta é, antes que vocês a joguem fora, para dizer que, onde quer que vocês estejam, como quer que vocês estejam, estou sempre junto a vocês em espírito. Sempre que precisarem, lembrem-se de mim, e eu estarei por perto, meus amigos. Estarei por porto POR VOCÊS...

Peço perdão pelo atraso, pessoal... estava sem net... participando do ELEA, no Maranhão... mas antes tarde, que mais tarde!

7 comentários:

Juaum disse...

Ae Tom! belo texto!
:)
Te vejo em breve, desculpa pelos incovenientes do blog...

Anônimo disse...

Que lindo texto! Me senti totalmente envolvido e voltando ao tempo que passou e que infelizmente só deixou lembranças.
Essa é a nossa vida. O que importa é que aqueles bons momentos vividos ficarão para sempre em nossos corações. Parabens Tom.

Anônimo disse...

Desculpe, o anônimo aí em cima sou eu. :-)

karllos disse...

cada vex percebo mais o seu talento pra escrever Tom. Vc tem uma linguagem acessível e gostosa pra se ler. Lindo texto!! Parabéns

Felipe Policarpo disse...

Whoa!! Maravilhoso, Tom! Maravilhoso! O atraso realmente valeu a pena! Parabéns pela obra de arte!! Parece muito com uma história que já vivenciei rss ;(
Abraços!

Anônimo disse...

esse anônimo aki eh o felipe ramirez...hehehhahah....adorei o post sobre os changeman!! Espero q tenha curtido (com cautela) no Maranhão. Abraço

Claudio disse...

Ae Tom tô gostando de ver, novo Blogspot hein....que chique, passei pra dar um oi e o layout tá muito bonito, continue ae na luta colega...auhuahuhuahuahu.....que eu tbm tô continuando a minha aqui!!!

Abração!!!

Claudio Vieira